segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Lisboa capital - Coração da lusofonia e cidade global

As cidades disputam de forma cada vez mais intensa o seu lugar na nova geografia internacional, aspiram a ser cidades globais. Para ser uma cidade global, Lisboa terá realizar com eficácia a sua função de capital relativamente a Portugal, e potenciar as oportunidades que resultam de ser o coração da lusofonia. Estando em curso em http://cultura.cm-lisboa.pt/ uma reflexão sobre a vocação capital e internacional da cidade, no quadro da definição de Estratégias Para a Cultura em Lisboa, quero deixar o meu contributo.
A capitalidade exige que Lisboa não seja apenas a sede dos órgãos de soberania, mas que a cidade esteja articulada, com rapidez e comodidade, com todo o País, através do transporte viário e ferroviário, que esteja ligada ao mundo pelo porto e por um aeroporto, sem esquecer as outras formas de comunicação potenciadas pelas novas tecnologias. Tem de estar também em estreita conexão com a riqueza da diversidade da criação cultural nas diferentes cidades e regiões do País, incluindo os Açores e a Madeira e contribuir para a sua circulação a nível nacional e internacional.
Alejandro Portes, grande sociólogo contemporâneo tem sublinhado que: «O novo espaço transnacional, marcado pela presença das cidades globais, é criado por fluxos sustentados de capital, tecnologia, informação (…) e pessoas» (in Estudos Sobre As Migrações Contemporâneas, Lisboa, ed. Fim o Século, 2006, p.38).
Devemos por isso valorizar tudo o que possa contribuir para colocar Lisboa nos mapas internacionais da ciência, da cultura, para ancorar Lisboa na economia global.
Lisboa já não é uma cidade de industrias tradicionais, de que as inúmeras chaminés são um testemunho a preservar em termos de arqueologia industrial, mas tem de desenvolver novas actividades económicas que sejam clusters em termos de desenvolvimento económico, especializações em áreas científicas, nomeadamente nas ciências da saúde, centros universitários de excelência, indústrias culturais, designadamente, moda, design, vídeo e cinema.
Tem de saber valorizar as sedes de organizações internacionais que nela se situam, associando essa presença à sua condição de cidade cosmopolita. A instalação da Agência Marítima Europeia é uma oportunidade que não pode ser perdida para a tornar um grande pólo europeu de actividades de investigação e regulação dos oceanos.
Deve também valorizar o facto de ser a sede de Fundações privadas, que têm um papel destacado na promoção da cultura, e da ciência ou na acção humanitária a nível internacional, como, por exemplo, a Fundação Calouste Gulbenkian aqui, ou a Fundação Champalimaud, aqui ou outras instituições como o Centro Nacional de Cultura aqui.
Os imigrantes que nela vivem e trabalham representam uma outra oportunidade para o desenvolvimento da cidade devido ao contributo que dão para a demografia, para a vida económica e cultural, Podem, além disso contribuir para diversificar e densificar as relações de Lisboa com os seus países de origem, valorizando-a como cidade global, como uma grande metrópole cosmopolita.
Lisboa deve, aliás, empenhar-se na atracção de estudantes internacionais, designadamente, estudantes Erasmus, de profissionais qualificados, de artistas em processo de criação, que potenciem o seu cosmopolitismo e reforcem a sua competitividade em termos internacionais.
Tem de ser cada vez mais, uma cidade competitiva e dinâmica, integrada nas grandes redes de circulação de pessoas, de informação e mercadorias.
O caminho para ser uma cidade global passa por ser cada vez mais o coração do mundo lusófono. Lisboa é hoje o centro de uma vasta produção cultural afro-luso-brasileira, que é divulgada para todo o mundo de Língua portuguesa, graças às editoras, mas também através da RDP ÁFRICA aqui, da RTP África aqui, da RTP Internacional aqui, onde se afirmaram internacionalmente criadores como José Eduardo Agualusa aqui e Ondjaki, aqui.
Devemos por isso ter em conta, que é em Lisboa, que está instalada a sede da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), como podem ver aqui.
É também a sede da UCCLA -União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas, aqui de que a Câmara de Lisboa é membro fundador. Seria muito bom que fosse capaz de promover uma Rede de Cidades Lusófonas, que funcionasse como uma alavanca para práticas e políticas que conduzam à capacitação, à melhoria do bem-estar e da prosperidade das pessoas abrangidas.
Cada cidade tem o seu caminho para se tornar uma cidade global, No caso de Lisboa é partindo do que já é, a capital de Portugal, coração da lusofonia, uma cidade tolerante e ecuménica, com uma luz magnífica e uma população calorosa e generosa, que poderá ser a capital Atlântica da Europa, uma cidade global.
José Leitão

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Reunião com os militantes, 29 de Janeiro

O Secretariado da Comissão Política Concelhia de Lisboa vai promover hoje, dia 29 de Janeiro (5ª feira), pelas 21.30 horas reuniões com todos os militantes, nas secções.
Contando com a sua presença e participação, aproveito para lhe enviar as minhas cordiais saudações socialistas.

Miguel Coelho
PS Concelhia de Lisboa

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Debate com o vereador Marcos Perestrello



Fotos da autoria do Alberto Helder

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Migrações e Participação Social

Migrações e Participação Social

M. Margarida Marques
Rui Santos e José Leitão (colab.)


No dia 27 de Janeiro, pelas 18h30m,



A apresentação do livro será feita pelo
Dr.Guilherme d'Oliveira Martins


na Galeria Fernando Pessoa,
do Centro Nacional de Cultura,
Largo do Picadeiro, n.º 10, 1º
metro: ( Baixa-Chiado)


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

António Costa e o Bairro das Furnas: chegou e viu, prometeu e... cumpriu

Durante a sua campanha eleitoral, António Costa visitou o Bairro das Furnas.

Deparou-se com situações aberrantes, consequência de promessas utópicas de Santana Lopes e do seu consequente incumprimento.

Entre as promessas incumpridas pelo ex-autarca do PSD, está a instalação de 20 elevadores, com a qual aliciou a população daquele Bairro camarário.

Dos 20 elevadores que prometeu instalou 4 e dos 4 que instalou apenas 2 ficaram em funcionamento, ainda assim deficiente.

Na base do mau funcionamento estava a infiltração das águas de esgoto nas caixas dos elevadores.

Durante anos ficaram sem funcionar 2 elevadores com um custo a rondar os € 100.000, pagos pelo erário público.

Sensível à situação e aos apelos da Associação de Moradores do Bairro das Furnas, António Costa prometeu que logo que tomasse posse solucionaria o problema.

E se assim o disse, assim o fez. Um mês após a sua tomada de posse o actual Presidente da Câmara, apesar de ter encontrado as contas camarárias num estado de calamidade, mandou avançar as máquinas para substituir o ramal de esgotos e rebaixar a sua cota para que as águas não voltassem a entrar nas caixas dos elevadores.

E, claro, António Costa pagou os elevadores que Santana Lopes ficou a dever.

Mas não se ficou por aqui. Sensível que foi aos problemas de estacionamento no bairro, António Costa deu cumprimento a uma solução apresentada pela Associação de Moradores.

As obras de um novo espaço de estacionamento no Bairro das Furnas estão já adjudicadas e inciar-se-ão muito em breve.

António Costa não prometeu elevadores aos moradores nem qualquer outra obra que não pudesse cumprir. Apenas prometeu o razoável e o exequível e o que prometeu... cumpriu.

Carlos Cardoso

(Membro da bancada do Partido Socialista na Assembleia de Freguesia de S. Domingos de Benfica)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

É hoje

Vamos ter hoje, pelas 21h30, a continuação do ciclo de debates com os vereadores da CML, desta vez com o vereador Marcos Perestrello, que tem os pelouros do Desporto, Obras Municipais e Protecção Civil.
Convidamos todos os militantes e simpatizantes a virem aproveitar esta oportunidade de participar, debater e questionar as politicas da CML.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Moção sobre a situação na faixa de gaza e o futuro israelo-palestiniano

O deputado municipal José Leitão, produziu a seguinte intervenção:

Partilhamos os sentimentos dos cidadãos que em todo o mundo estão profundamente preocupados pela situação humanitária na Faixa de Gaza.
Saudamos o facto do governo português ter feito uma contribuição extraordinária à Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos, mas pensamos que devem ser criadas condições para que esta situação dramática não volte a repetir-se.
Basta de rockets sobre populações civis de Israel, basta de bloqueio e de encerramento das passagens para a Faixa de Gaza, basta de vítimas civis.
É necessário que seja cumprida a Resolução n.º1860 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Para além da moção que apresentámos, votaremos favoravelmente, a moção apresentada pelo PCP. Concordamos com toda a parte deliberativa...
Relativamente à moção apresentada pelo Bloco de Esquerda iremos abster-nos, porque pensamos que não aponta com clareza para o que deve ser o objectivo fundamental neste momento.
Consideramos que o essencial neste momento é regressar à via negocial para a resolução definitiva do conflito israelo-palestiniano, com o objectivo de criar um Estado Palestiniano independente, viável e democrático, a viver lado a lado, em paz e segurança com Israel e os seus outros vizinhos.
(A moção apresentada no dia 20 de Janeiro de 2009 foi aprovada por maioria, tendo votado favoravelmente o PS, o PCP, Os Verdes e Bloco de Esquerda e tendo-se abstido o PSD e o CDS)

Moção sobre a situação na faixa de gaza e o futuro israelo-palestiniano

Considerando que o conflito entre Israel e o Hamas tem provocado uma situação humanitária dramática na Faixa de Gaza, agora agravada pelo aumento brutal de vítimas em consequência da resposta desproporcionada, com resultados humanitariamente inaceitáveis, aos lançamentos de rockets por parte do Hamas contra as populações civis de Israel, igualmente causador de vítimas;
Considerando a necessidade urgente de minorar o sofrimento dos sobreviventes, incluindo o tratamento médico das vítimas e a distribuição de ajuda humanitária às populações afectadas;
Considerando que há que consolidar o cessar-fogo e torná-lo irreversível, assegurando a israelitas e palestinianos a resolução dos problemas que mais os preocupam: a Israel, o fim dos rockets e do contrabando de armas para o Hamas; e ao Hamas, a abertura das passagens e o fim do bloqueio;
Considerando que não há solução militar para o conflito e que o prosseguimento das hostilidades só conduzirá à radicalização das posições e à morte de mais mulheres, crianças e civis, palestinianos e israelitas;
Considerando que é necessário pôr termo de forma definitiva ao conflito israelo-palestiniano sob pena de permanentes conflitos sangrentos e que há que apoiar os esforços diplomáticos promovidos pela União Europeia nesse sentido:

A Assembleia Municipal de Lisboa, reunida em sessão extraordinária no dia 20 de Janeiro de 2009, decide:

1º- Apelar à consolidação do cessar-fogo, e ao prosseguimento da retirada das forças israelitas de Gaza, no respeito pela Resolução 1860 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, criando-se condições para que o cessar-fogo seja irreversível, assegurando-se internacionalmente a segurança de Israel e o fim do bloqueio à Faixa de Gaza;

2.º-Solidarizar-se com todas as iniciativas que visam fazer face à dramática situação humanitária, saudando o facto do governo português ter feito uma contribuição extraordinária de 400.000 dólares com esse fim para à Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), correspondendo ao apelo de emergência feito por aquela organização;

3º- Apelar ao regresso à via negocial para a resolução definitiva do conflito israelo-palestiniano, com o objectivo de criar um Estado Palestiniano independente, viável e democrático, a viver lado a lado, em paz e segurança com Israel e os seus outros vizinhos.

O Líder da Bancada do Partido Socialista
Miguel Coelho


O Deputado do PS
José Leitão

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Roseta quer salvar restaurante panorâmico de Monsanto

Obra arquitectónica de referência pode vir a acolher Protecção Civil e bombeiros; câmara diz que não tem dinheiro para reabilitação

Salvar o edifício do restaurante panorâmico de Monsanto, obra arquitectónica de referência em Lisboa, é o objectivo de uma proposta que a vereadora independente Helena Roseta leva à reunião de câmara de quarta-feira.
A autarca sugere que a reabilitação do edifício, cujo interior se encontra vandalizado, possa vir a ser paga pelas verbas do jogo do casino que cabem ao município - uma hipótese que não entusiasma o vereador responsável pelo recinto, o também independente Sá Fernandes, que equaciona instalar ali a Protecção Civil e alguns serviços ligados aos bombeiros, embora mantendo a possibilidade de os visitantes subirem ao topo, donde se avista Lisboa inteira. "A reabilitação daquele elefante branco custa 20 milhões de euros e a câmara não tem dinheiro para isso", salienta, acrescentando que o imóvel desenhado pelo arquitecto Chaves da Costa nos anos 60, e que é propriedade do município, está "completamente degradado, abandonado e destruído".
Roseta aponta o dedo à câmara: diz que a autarquia "nunca soube pugnar pela boa manutenção do edifício, permitindo que o espírito do local fosse deturpado, ao autorizar ali a abertura de um escritório de uma empresa de filmagens, discoteca, bingo e armazém de materiais de construção civil". Quem acompanhou a história do edifício nas últimas décadas conta que foi o concessionário da discoteca quem, nos anos 80, lhe rebaixou piso e meio para ali instalar a discoteca.
O fracasso dos vários negócios que ali foram sendo instalados fez com que o antigo restaurante fechasse definitivamente há cerca de oito anos, tendo então ficado à mercê do vandalismo. Hoje é guardado pela Polícia Municipal 24 horas por dia. Para Helena Roseta, a reabilitação tem de ser efectuada através de concurso público internacional, devendo ser proibidas novas construções no local. "As eventuais obras para adaptação a novas e modernas funcionalidades não devem resultar na adulteração arquitectónica, decorativa ou volumétrica do conjunto", defende.
Com sete mil metros quadrados, o edifício integra várias obras de arte - painéis e altos-relevos - de artistas como Querubim Lapa. Está classificado como valor concelhio. Os vereadores comunistas já antes pediram explicações sobre o seu futuro, mas ficaram sem resposta.
Sá Fernandes diz que a câmara está a estudar o problema há um ano e que o porá a discussão pública no início da Primavera. A falta de verbas poderá ser resolvida recorrendo a privados ou por uma candidatura a apoios para o efeito, adianta.

19.01.2009, Ana Henriques

Publico

domingo, 18 de janeiro de 2009

Sócrates recandidata-se à liderança do partido e pede maioria absoluta.

«O secretário-geral do PS, José Sócrates, justificou a sua terceira candidatura à liderança do partido com o argumento do «sentido da responsabilidade» em defesa de um projecto de esquerda democrática e moderada
José Sócrates falava na apresentação da sua moção de orientação política para o congresso do PS, entre 27 de Fevereiro e 1 de Março, em Espinho, intitulada PS: a força da mudança.
No Centro Cultural de Belém, na plateia, estavam o presidente do PS, Almeida Santos, o coordenador da moção, António Costa, bem como vários dirigentes do PS, membros do Governo e o ex-ministro da Saúde Correia de Campos.
Perante cerca de três centenas de pessoas, na sua maioria militantes socialistas, Sócrates começou por vincar que esta é a terceira vez que se candidata à liderança do PS.
«Esse é o meu dever. Nunca virei as costas à responsabilidade. Não sou daqueles que apenas estão disponíveis quando os ventos estão de feição», declarou. »
Fonte: Lusa/SOL
Consulte a Moção Global de José Sócrates ao XVI Congresso Nacional em http://www.josesocrates.com/.

Hoje, José Sócrates apresenta moção política no CCB

A Comissão Organizadora do XVI Congresso Nacional do Partido Socialista informou que foi apresentada por 6396 militantes a candidatura a Secretário-Geral do PS de José Sócrates, acompanhada da respectiva moção política.
Este Domingo José Sócrates vai apresentar a sua moção política de orientação nacional pelas 18H30 no Centro Cultural de Belém.
A Comissão Organizadora do XVI Congresso Nacional do Partido Socialista confirmou em comunicado que foram igualmente apresentadas duas outras moções políticas de orientação nacional.
Uma, cujo primeiro subscritor é António Fonseca Ferreira apresentada por 204 militantes e outra, cujo primeiro subscritor é António Brotas, apresentada por 103 militantes.
Após a verificação da conformidade dos respectivos processos com as normas estatutárias e com o Regulamento do Congresso, a C.O.C. deliberará, em próxima reunião, sobre a sua validação.
A eleição directa do Secretário-Geral e dos Delegados ao Congresso, tendo por base moções políticas de orientação nacional, terá lugar nos próximos dias 13 e 14 de Fevereiro em 720 assembleias de voto, localizadas no continente, regiões autónomas e países de emigração onde existem estruturas activas do Partido Socialista.

TVNET

Via PS Lumiar