terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Moção sobre a situação na faixa de gaza e o futuro israelo-palestiniano

O deputado municipal José Leitão, produziu a seguinte intervenção:

Partilhamos os sentimentos dos cidadãos que em todo o mundo estão profundamente preocupados pela situação humanitária na Faixa de Gaza.
Saudamos o facto do governo português ter feito uma contribuição extraordinária à Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos, mas pensamos que devem ser criadas condições para que esta situação dramática não volte a repetir-se.
Basta de rockets sobre populações civis de Israel, basta de bloqueio e de encerramento das passagens para a Faixa de Gaza, basta de vítimas civis.
É necessário que seja cumprida a Resolução n.º1860 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Para além da moção que apresentámos, votaremos favoravelmente, a moção apresentada pelo PCP. Concordamos com toda a parte deliberativa...
Relativamente à moção apresentada pelo Bloco de Esquerda iremos abster-nos, porque pensamos que não aponta com clareza para o que deve ser o objectivo fundamental neste momento.
Consideramos que o essencial neste momento é regressar à via negocial para a resolução definitiva do conflito israelo-palestiniano, com o objectivo de criar um Estado Palestiniano independente, viável e democrático, a viver lado a lado, em paz e segurança com Israel e os seus outros vizinhos.
(A moção apresentada no dia 20 de Janeiro de 2009 foi aprovada por maioria, tendo votado favoravelmente o PS, o PCP, Os Verdes e Bloco de Esquerda e tendo-se abstido o PSD e o CDS)

Moção sobre a situação na faixa de gaza e o futuro israelo-palestiniano

Considerando que o conflito entre Israel e o Hamas tem provocado uma situação humanitária dramática na Faixa de Gaza, agora agravada pelo aumento brutal de vítimas em consequência da resposta desproporcionada, com resultados humanitariamente inaceitáveis, aos lançamentos de rockets por parte do Hamas contra as populações civis de Israel, igualmente causador de vítimas;
Considerando a necessidade urgente de minorar o sofrimento dos sobreviventes, incluindo o tratamento médico das vítimas e a distribuição de ajuda humanitária às populações afectadas;
Considerando que há que consolidar o cessar-fogo e torná-lo irreversível, assegurando a israelitas e palestinianos a resolução dos problemas que mais os preocupam: a Israel, o fim dos rockets e do contrabando de armas para o Hamas; e ao Hamas, a abertura das passagens e o fim do bloqueio;
Considerando que não há solução militar para o conflito e que o prosseguimento das hostilidades só conduzirá à radicalização das posições e à morte de mais mulheres, crianças e civis, palestinianos e israelitas;
Considerando que é necessário pôr termo de forma definitiva ao conflito israelo-palestiniano sob pena de permanentes conflitos sangrentos e que há que apoiar os esforços diplomáticos promovidos pela União Europeia nesse sentido:

A Assembleia Municipal de Lisboa, reunida em sessão extraordinária no dia 20 de Janeiro de 2009, decide:

1º- Apelar à consolidação do cessar-fogo, e ao prosseguimento da retirada das forças israelitas de Gaza, no respeito pela Resolução 1860 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, criando-se condições para que o cessar-fogo seja irreversível, assegurando-se internacionalmente a segurança de Israel e o fim do bloqueio à Faixa de Gaza;

2.º-Solidarizar-se com todas as iniciativas que visam fazer face à dramática situação humanitária, saudando o facto do governo português ter feito uma contribuição extraordinária de 400.000 dólares com esse fim para à Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), correspondendo ao apelo de emergência feito por aquela organização;

3º- Apelar ao regresso à via negocial para a resolução definitiva do conflito israelo-palestiniano, com o objectivo de criar um Estado Palestiniano independente, viável e democrático, a viver lado a lado, em paz e segurança com Israel e os seus outros vizinhos.

O Líder da Bancada do Partido Socialista
Miguel Coelho


O Deputado do PS
José Leitão

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Roseta quer salvar restaurante panorâmico de Monsanto

Obra arquitectónica de referência pode vir a acolher Protecção Civil e bombeiros; câmara diz que não tem dinheiro para reabilitação

Salvar o edifício do restaurante panorâmico de Monsanto, obra arquitectónica de referência em Lisboa, é o objectivo de uma proposta que a vereadora independente Helena Roseta leva à reunião de câmara de quarta-feira.
A autarca sugere que a reabilitação do edifício, cujo interior se encontra vandalizado, possa vir a ser paga pelas verbas do jogo do casino que cabem ao município - uma hipótese que não entusiasma o vereador responsável pelo recinto, o também independente Sá Fernandes, que equaciona instalar ali a Protecção Civil e alguns serviços ligados aos bombeiros, embora mantendo a possibilidade de os visitantes subirem ao topo, donde se avista Lisboa inteira. "A reabilitação daquele elefante branco custa 20 milhões de euros e a câmara não tem dinheiro para isso", salienta, acrescentando que o imóvel desenhado pelo arquitecto Chaves da Costa nos anos 60, e que é propriedade do município, está "completamente degradado, abandonado e destruído".
Roseta aponta o dedo à câmara: diz que a autarquia "nunca soube pugnar pela boa manutenção do edifício, permitindo que o espírito do local fosse deturpado, ao autorizar ali a abertura de um escritório de uma empresa de filmagens, discoteca, bingo e armazém de materiais de construção civil". Quem acompanhou a história do edifício nas últimas décadas conta que foi o concessionário da discoteca quem, nos anos 80, lhe rebaixou piso e meio para ali instalar a discoteca.
O fracasso dos vários negócios que ali foram sendo instalados fez com que o antigo restaurante fechasse definitivamente há cerca de oito anos, tendo então ficado à mercê do vandalismo. Hoje é guardado pela Polícia Municipal 24 horas por dia. Para Helena Roseta, a reabilitação tem de ser efectuada através de concurso público internacional, devendo ser proibidas novas construções no local. "As eventuais obras para adaptação a novas e modernas funcionalidades não devem resultar na adulteração arquitectónica, decorativa ou volumétrica do conjunto", defende.
Com sete mil metros quadrados, o edifício integra várias obras de arte - painéis e altos-relevos - de artistas como Querubim Lapa. Está classificado como valor concelhio. Os vereadores comunistas já antes pediram explicações sobre o seu futuro, mas ficaram sem resposta.
Sá Fernandes diz que a câmara está a estudar o problema há um ano e que o porá a discussão pública no início da Primavera. A falta de verbas poderá ser resolvida recorrendo a privados ou por uma candidatura a apoios para o efeito, adianta.

19.01.2009, Ana Henriques

Publico

domingo, 18 de janeiro de 2009

Sócrates recandidata-se à liderança do partido e pede maioria absoluta.

«O secretário-geral do PS, José Sócrates, justificou a sua terceira candidatura à liderança do partido com o argumento do «sentido da responsabilidade» em defesa de um projecto de esquerda democrática e moderada
José Sócrates falava na apresentação da sua moção de orientação política para o congresso do PS, entre 27 de Fevereiro e 1 de Março, em Espinho, intitulada PS: a força da mudança.
No Centro Cultural de Belém, na plateia, estavam o presidente do PS, Almeida Santos, o coordenador da moção, António Costa, bem como vários dirigentes do PS, membros do Governo e o ex-ministro da Saúde Correia de Campos.
Perante cerca de três centenas de pessoas, na sua maioria militantes socialistas, Sócrates começou por vincar que esta é a terceira vez que se candidata à liderança do PS.
«Esse é o meu dever. Nunca virei as costas à responsabilidade. Não sou daqueles que apenas estão disponíveis quando os ventos estão de feição», declarou. »
Fonte: Lusa/SOL
Consulte a Moção Global de José Sócrates ao XVI Congresso Nacional em http://www.josesocrates.com/.

Hoje, José Sócrates apresenta moção política no CCB

A Comissão Organizadora do XVI Congresso Nacional do Partido Socialista informou que foi apresentada por 6396 militantes a candidatura a Secretário-Geral do PS de José Sócrates, acompanhada da respectiva moção política.
Este Domingo José Sócrates vai apresentar a sua moção política de orientação nacional pelas 18H30 no Centro Cultural de Belém.
A Comissão Organizadora do XVI Congresso Nacional do Partido Socialista confirmou em comunicado que foram igualmente apresentadas duas outras moções políticas de orientação nacional.
Uma, cujo primeiro subscritor é António Fonseca Ferreira apresentada por 204 militantes e outra, cujo primeiro subscritor é António Brotas, apresentada por 103 militantes.
Após a verificação da conformidade dos respectivos processos com as normas estatutárias e com o Regulamento do Congresso, a C.O.C. deliberará, em próxima reunião, sobre a sua validação.
A eleição directa do Secretário-Geral e dos Delegados ao Congresso, tendo por base moções políticas de orientação nacional, terá lugar nos próximos dias 13 e 14 de Fevereiro em 720 assembleias de voto, localizadas no continente, regiões autónomas e países de emigração onde existem estruturas activas do Partido Socialista.

TVNET

Via PS Lumiar

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Debate com o vereador Marcos Perestrello

No dia 21 de Janeiro, pelas 21h30, vamos ter a oportunidade de continuar o nosso ciclo de debates com os vereadores da CML, desta vez com o vereador Marcos Perestrello com os pelouros do Desporto, Obras Municipais e Protecção Civil, este ultimo de principal importância devido á proposta apresentada na Assembleia de Freguesia de São Domingos de Benfica, sobre o Plano Local de Emergência, até agora inexistente na nossa freguesia.
Teremos também a possibilidade de discutir e debater estas e outras questões, na nossa secção , na próxima 4 ª feira, com o vereador Marcos Perestrello

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O Partido Socialista e a procura de uma forma justa para a cidade

Tenho defendido que cabe ao Partido Socialista a enorme responsabilidade de continuar a merecer, e em muitos casos recuperar, a confiança dos eleitores, quer pela sua acção governativa quer pelas políticas que defina para o novo ciclo político.
Considero essencial que seja capaz de o fazer, porque sem o Partido Socialista, a esquerda não marcará o próximo ciclo político.
Para quem tivesse alguma dúvida, a estratégia do Bloco de Esquerda para as eleições autárquicas e, particularmente, para Lisboa, não permite continuar a tê-la. Quando António Costa se empenha em criar condições para que seja possível governar Lisboa à esquerda depois das próximas eleições autárquicas, o Bloco de Esquerda apenas se preocupa com estreitas contabilidades eleitorais, mesmo tendo de romper com José Sá Fernandes e fazendo correr o risco de entregar a gestão da cidade à direita mais populista e incompetente que já governou Lisboa.
A necessária renovação da esquerda democrática e socialista não passa apenas pelo Partido Socialista, mas a expressão política do socialismo democrático é e continuará a ser o Partido Socialista, mesmo para quem tem divergências e criticou políticas que têm sido concretizadas.
O Partido Socialista deve ter, contudo, a lucidez de perceber que é necessário abrir o debate à esquerda e que podemos e devemos considerar propostas formuladas aqui, com seriedade, como estas, da responsabilidade de um conjunto de colaboradores do blogue Ladrões de Bicicletas.
A possibilidade de renovar as políticas do Partido Socialista passa por todos os seus militantes, mas a maior responsabilidade é naturalmente do seu secretário-geral, José Sócrates.
Considero positivos os sinais de preocupação com a unidade do Partido Socialista que manifestou na sua recente entrevista à SIC, bem como, a equipa que escolheu para a elaboração da moção que vai apresentar no próximo Congresso do Partido Socialista, constituída por um conjunto de quadros políticos de qualidade, com diversas sensibilidades e trajectórias dentro do Partido Socialista. A escolha de António Costa para coordenar a equipa é particularmente significativa, se tivermos em conta a recente entrevista ao DN, a que me referi aqui.
A crise do capitalismo financeiro tem levado o governo a adoptar medidas e políticas, que tornam mais nítida as diferenças entre as políticas do neo-liberalismo, protagonizado pelo PSD e as defendidas pelo PS que se inserem na tradição do socialismo democrático e da social-democracia.
Se a crise do capitalismo financeiro tornou clara a razão dos que advogam um Estado com maior intervenção na regulação da vida económica e como instrumento crucial de promoção da igualização das condições e oportunidades de vida, não podemos também deixar de estar atentos às alterações em curso na ordem política internacional.
O Partido Socialista tem que defender um papel mais activo e relevante para Portugal na cena política internacional.
Luís Amado deu um contributo fundamental para a definição desse novo papel na abertura do Seminário Diplomático, realizado esta semana. Defendeu segundo refere Luísa Meireles aqui, afirmando que é urgente «abrir novos rumos, definir pontes e estabelecer relações para “se tornar relevante” nos espaços que integra. Pois. É essa a questão fundamental nas relações internacionais, a relevância.
Amado deu mais uma achega: CPLP, mundo em português, agenda transatlântica: E acrescentou-lhe uma novidade: no século XXI, atlantismo quer dizer Atlântico Norte e Sul, América Latina e África. A relevância de Portugal passa por aqui».
Estamos num momento político decisivo e temos que escolher o que consideramos fundamental para a concretização das esperanças legítimas dos portugueses e dos que vivem e trabalham em Portugal, nos tempos difíceis marcados pelo colapso do capitalismo financeiro, privilegiando o que consideramos essencial.
Se há muitas questões sobre as quais não tenho certezas, há, contudo, uma que para mim é uma evidência. Não há semelhança entra as políticas face à crise defendidas pelo Partido Socialista e as que seriam concretizadas pela direita.
Mas não interessa fazer apenas diferente e melhor do que a direita, o Partido Socialista tem de ser mais ambicioso e exigente com a sua acção.
Sophia de Mello Breyner Andresen, no poema “A Forma Justa”, integrado no livro, «Dia Claro», escreveu:
«…Sei que é possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo…»
Não devemos ambicionar menos do que contribuir para a construção da forma justa da cidade.
José Leitão

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O PS - Que políticas para o novo ciclo político?

O facto de estarmos no limiar de um novo ciclo político, com eleições no próximo ano para o Parlamento Europeu, para a Assembleia da República e para as autarquias locais, as diferentes avaliações das políticas públicas do governo socialista, a necessidade de definir novas respostas à esquerda para as rápidas mutações que se estão a verificar a nível financeiro e económico, constituem oportunidades de debates sobre o futuro entre cidadãos, com diferentes compromissos e trajectórias políticas.
A esquerda, apesar das diferenças ideológicas que subsistem, deverá ser capaz de celebrar datas como o 25 de Abril e o 1 de Maio através de iniciativas abrangentes e de se pôr de acordo sobre algumas políticas públicas para o país.
Portugal, apesar das diferentes gerações de políticas de inclusão que têm sido promovidas pelos governos socialistas, quer com António Guterres, quer com José Sócrates, continua a ter elevados níveis de pobreza, e a ser uma sociedade profundamente desigual, em que se reproduzem as diferenças sociais e em que estamos longe de poder dizer, que existe uma efectiva igualdade de oportunidades.
Muito de positivo foi concretizado pelos governos do Partido Socialista em matéria de inclusão social, mas as profundas desigualdades existentes num país com tão baixo nível médio de rendimentos, constituem um desafio essencial para o novo ciclo político. Tem que haver mais igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, independentemente, da sua ascendência, situação económica, condição social ou território de origem.
O Partido Socialista não pode ignorar estes desafios e tem de ser capaz de merecer, de novo, a confiança dos portugueses. Ganhar a confiança passa pelas políticas promovidas pelo governo, mas também pelas políticas para as cidades, pelas propostas para o futuro papel de Portugal na Europa e no Mundo.
O Partido Socialista, envolvido nos desafios da governação, não pode deixar de ter como preocupação alargar o diálogo interno, já que todos os militantes são indispensáveis. Também deve promover o diálogo à sua esquerda, como o fez no passado. Basta ler o blogue Ladrões de Bicicletas aqui ou o que escreve Rui Tavares aqui para constatarmos que esse diálogo pode ser muito estimulante para pensar as respostas às actuais crises.
Iniciativas positivas, como a Fundação Respublica aqui terão de ser mais abrangentes na sua actuação. O debate tem também de passar pelas estruturas internas do Partido Socialista, a todos os níveis. Faz falta, como diz Ana Gomes aqui, «a reorganização da Esquerda dentro do PS para combater o “centrão dos interesses”». O próximo Congresso do Partido Socialista é uma oportunidade para alargar a unidade interna e definir novas e ambiciosas políticas para o novo ciclo político.
Que ninguém se iluda, sem o Partido Socialista, a esquerda não marcará o próximo ciclo político. Ter como objectivo tirar a maioria absoluta ao PS, como foi afirmado por Francisco Louçã, pode permitir alguns ganhos partidários ao BE, mas seria um desastre para os cidadãos portugueses ou imigrantes e para Portugal. Nada prova que o BE venha a estar disponível para fazer maioria com o PS. Nesta matéria não tenho razões para ter o optimismo do meu camarada e amigo Elíseo Estanque aqui. Se a esquerda não for capaz de se entender para governar uma cidade como Lisboa em 2009, muito menos o será para governar o país.
António Costa, numa inteligente e oportuna entrevista ao Diário de Notícias de hoje, afirma que: «Os anos da Coligação por Lisboa, primeiro com Jorge Sampaio e depois com João Soares, foram bons para Lisboa. Tenho pena que tenha acabado…» e acrescenta: «Não serei eu a inviabilizar qualquer solução deste tipo». Interrogado sobre porque é que é impossível às esquerdas unirem-se para governarem o país, diz, com prudência: «Não sei se é, foi!».
O que se verifica é que o BE, em contradição, com as afirmadas vantagens de diálogos à esquerda, rompeu com o vereador Sá Fernandes, cujo contributo tem sido muito positivo para a cidade de Lisboa, designadamente, no Plano Verde e na forma exemplar como foi resolvido o problema dos trabalhadores precários do município. A razão é muito simples. O BE não quer estar ligado ao PS na gestão do município em ano de eleições autárquicas.
A direita está, de momento, politicamente enfraquecida, mas não devemos subestimar a sua capacidade de se reorganizar em Lisboa e no país.
Não existe qualquer semelhança entre as políticas da direita e as políticas dos governos socialistas, mesmo daquelas de que discordámos e continuamos a discordar. Basta ter presente as propostas do PSD e do CDS, designadamente, a privatização da Caixa Geral de Depósitos e a menor intervenção do Estado na economia.
Cabe ao Partido Socialista a enorme responsabilidade de continuar a merecer, e em muitos casos recuperar, a confiança dos eleitores, quer pela sua acção governativa quer pelas políticas que defina para o novo ciclo político.

José Leitão
Via Inclusão e Cidadania

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Assembleia de Freguesia 17/12/2008

EDITAL

CONVOCATÓRIA

Ludgero Gonçalves Queiroz, Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia de São Domingos de Benfica, Município de Lisboa, em cumprimento do disposto no artigo 13º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, convoca a Assembleia de Freguesia para uma Sessão Ordinária, a realizar 17 de Dezembro de 2008, pelas 21 horas, no Edifício - Sede da Junta de Freguesia, sito na Rua Raul Carapinha, com a seguinte ORDEM DE TRABALHOS:
  1. Análise e votação da Acta da Assembleia de Freguesia de 25 de Setembro de 2008;
  2. Aprovação e ratificação do Protocolo de Colaboração;
  3. Aprovação e ratificação do Aditamento ao Protocolo de Delegação de Competências;
  4. Aprovação das Opções do Plano e da Proposta de Orçamento para 2009;
  5. lnformação do Presidente da Junta relativa ao 4º Trimestre de 2008.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Trapalhadas do PSD

A imagem representa o prédio da Cofina, na freguesia de S. Domingos de Benfica, relativamente ao qual a Assembleia Municipal aprovou, por unanimidade, uma moção em Setembro de 2008, na qual se recomendava, nomeadamente, que o projecto aprovado pela gestão municipal do PSD em 2004, fosse alterado de forma a garantir a qualidade de vida e os direitos dos munícipes residentes no respeito pelo normativo legal aplicável, bem como a realização de uma auditoria a todos os procedimentos do projecto, garantindo a transparência de processos e detectando e corrigindo eventuais irregularidades ou falhas assim, como o apuramento das responsabilidades correspondentes.
O problema tem estado a ser analisado e acompanhado pelo vereador Manuel Salgado.
O prédio da Cofina é mais uma grave trapalhada da responsabilidade do PSD na Câmara Municipal, que agora assobia para o lado como se não fosse responsável por ela.

José Leitão
Deputado Municipal

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Esquecer Timor ?

A visita oficial a Portugal de Xanana Gusmão, Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa e Segurança da República Democrática de Timor-Leste, nos passados dias 26 e 27 de Novembro teve como pano de fundo o artigo publicado pelo jornalista e escritor Pedro Rosa Mendes no jornal Público (25.11.2008), intitulado “Timor-Leste, um país insustentável”, que podem ler aqui.
Para muitos milhares de portugueses que se empenharam de diferentes formas na afirmação do direito à independência de Timor-Leste, o resultado do artigo de Pedro Rosa Mendes parece-me ser um pretexto para esquecer Timor, no meio das suas dificuldades e contradições, mais do que uma chamada à realidade ou um simples abandono de uma visão romântica sobre este jovem país.
Pedro Rosa Mendes é um excelente jornalista e escritor, como podem ver aqui, mas isso não significa que o seu texto seja a última palavra sobre Timor-Leste.
Desde há muito que tenho sérias reservas à forma como Timor-Leste tem sido gerido politicamente como podem ver aqui, nunca tive qualquer visão romântica sobre a construção do Estado timorense, mas também rejeito a facilidade com que se decreta que um Estado é um Estado falhado ou um Estado inviável.
Se aplicássemos a países europeus como a Bósnia, o Kosovo, a Albânia, a Macedónia, a Geórgia, os critérios que são adoptados para Timor-Leste poderíamos dizer que eram Estados falhados. Creio que todos eles, apesar das dificuldades que atravessam, são Estados viáveis e penso o mesmo de Timor-Leste.
Como leitor gostaria de saber mais sobre o que se passou nos atentados contra o presidente Ramos-Horta e o primeiro-ministro Xanana Gusmão, o que está por detrás das tentativas de alterar as regras do Fundo de Petróleo, sem esquecer que Timor-Leste é um Estado soberano. Nada disto desobriga os amigos de Timor-Leste, cidadãos ou Estados, de continuar a apoiar a consolidação da democracia e o desenvolvimento em Timor-Leste, que, como afirmou Xanana Gusmão, é «um pequeno país, mas que tem tudo para vir a ser grande».
O Estado português não pode ter estados de alma, tem de ler com atenção os sinais de preocupação, mas não hesitar na sua afirmação de que Timor-Leste é um Estado viável e no aprofundar da cooperação com o seu governo e outras instituições legítimas.
Foi positiva esta visita de Xanana Gusmão a Portugal, a que se segue a visita a Timor-Leste de João Gomes Cravinho, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação. A reunião realizada na sede da CPLP, que se refere aqui foi também um passo positivo na ancoragem internacional de Timor-Leste.
Portugal e Timor-Leste manifestaram também durante esta visita o apoio a um eventual pedido de adesão da Indonésia, como observador, à CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), o que a verificar-se, teria consequências positivas para a inserção regional de Timor-Leste, como podem ler aqui.
Quero manifestar a minha solidariedade a todos os portugueses, que estão em Timor-Leste, empenhados no seu desenvolvimento, e na construção de um Estado de Direito, que persistem no seu trabalho apesar das dificuldades, designadamente, os professores portugueses e os militares da GNR.
Torna-se difícil seguir a partir de Portugal o que se passa em Timor-Leste, e tentar ler com objectividade os acontecimentos.
Para ir acompanhando a evolução da sociedade civil e política timorense, poderão consultar este ou este blogue.
Caberá a cada um seleccionar as fontes que lhe merecem mais crédito, mas é preferível fazer juízos apressados ou até injustos a esquecer Timor-Leste, a quebrar os laços de solidariedade e de interesse mútuo que ligam os dois países.
A nossa resposta à questão que colocámos, é que não queremos esquecer Timor-Leste, as nossas causas não são fugazes e inconsequentes, confiamos na capacidade do povo timorense para construir o seu futuro, e como Luís de Camões escreveu em “Os Lusíadas” consideramos que: «É fraqueza desistir de coisa começada».

Imagem retirada do blogue da Embaixada de Portugal no Brasil aqui, onde se referem acordos recentemente celebrados entre Portugal e Timor-Leste em matéria de educação, que prevêem parcerias com televisões do Brasil.

José Leitão
Via Inclusão e Cidadania